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Bem... para quem não fala muito da sua vida... é estranho estar a fazer um blog... mas não!!! Este blog é mesmo para os meus amigos, para que o nosso contacto constante nunca se perca nas adversidades da vida. É para vocês... que me têm acompanhado... aqueles que têm ficado "menos lembrados" nunca foram esquecidos. Estou sempre aqui... ou ali... o que interessa é que "ainda" estou. Até sempre!!! e logicamente divulgar a minha profissão

quinta-feira, 11 de abril de 2013

A aspirina e a queda visual

Pessoas que tomam aspirina por muitos anos, como pacientes cardíacos, por exemplo, são mais suscetíveis a desenvolver um determinado tipo de cegueira, revelaram cientistas.

Um estudo com 2.389 pessoas, publicado na revista científica JAMA Internal Medicine, indicou que o uso prolongado do ácido acetilsalicílico, principal substância do medicamento, dobra os riscos do surgimento da forma úmida da degeneração macular relacionada à idade.

Saiba mais sobre a degeneração macular relacionada à idade na Enciclopédia da Saúde

A doença deteriora a chamada retina central, ou mácula, causando perda de visão no centro do campo visual do paciente. Os pesquisadores, entretanto, não souberam dizer quais mudanças seriam necessárias na ingestão do remédio para evitar a cegueira.

O estudo, conduzido na Universidade de Sydney, na Austrália, reuniu participantes com idades em torno de 65 anos. Um a cada dez deles usava o medicamento pelo menos uma vez por semana.

BBC
Pessoas que tomam aspirina por muito tempo podem desenvolver forma úmida de doença macular


Os pacientes foram submetidos a testes oftalmológicos a cada cinco, dez e 15 anos. Ao final do estudo, os pesquisadores concluíram que 9,3% dos pacientes que tomavam aspirina desenvolveram o tipo úmido da degeneração macular relacionada à idade, contra uma taxa de 3,7% entre os pacientes que não faziam uso da medicação.



Segundo o relatório, "o aumento do risco da forma úmida da degeneração macular relacionada à idade foi detectado apenas 10 ou 15 anos depois, indicando que a dose prolongada tem um papel importante".

"Dado o uso generalizado da aspirina, qualquer risco de condições anormais será significativo e afetará muitas pessoas."

A forma úmida da degeneração macular relacionada à idade é causada pelo crescimento dos vasos sanguíneos. Isso provoca o inchaço e o sangramento da retina. O processo pode acontecer muito rapidamente, com a visão sendo danificada em dias. Idade, fumo e histórico familiar são os principais fatores de risco.

Alto risco

Já há relatos na literatura médica dos riscos da aspirina, como os sangramentos internos. Para a equipe que conduziu o experimento, o risco de dano à visão "também deve ser considerado".


Os pesquisadores reconheceram, no entanto, que para a maior parte dos pacientes, há "pouca evidência" para mudar a prescrição do medicamento. Eles também indicaram que o uso da droga seja reavaliado em pacientes de alto risco, como aqueles que já têm a doença em um dos olhos .

Segundo o professor Jie Jin Wang, especialista em olhos da Universidade de Sydney, a descoberta pode fazer com que os médicos rediscutam a ingestão do medicamento com seus pacientes.

A Macular Society, entidade britânica ligada à área, disse: "A evidência está aumentando sobre a associação da aspirina e da forma úmida da degeneração macular; entretanto, ainda há um longo caminho a percorrer neste tema."

"Para pacientes que sofrem de cardiopatias, os riscos para a saúde com a interrupção ou não prescrição da aspira são muito maiores do que o desenvolvimento da doença ocular."

"Pacientes que estão tomando aspirina não devem interromper seu uso antes de falar com seus médicos."
FONTE: Ig

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Olhos com cores diferentes. Heterocromia

Castanho, preto, azul, verde ou mel. Que os olhos podem ter vários tons, todo mundo sabe. Mas em alguns casos, é possível que a mesma pessoa tenha olhos com cores diferentes, uma característica ocular chamada de heterocromia. “O indivíduo pode apresentar duas cores diferentes em cada olho, a heterocromia completa, ou duas cores no mesmo olho, sendo que essa pode ser setorial ou central”, explica a oftalmologista Priscila Kuss, do Hospital de Olhos de São Paulo.
Essa é uma característica hereditária, comum em animais, como gatos, cachorros e cavalos. Os casos são bem mais raros em humanos, mas geralmente aparecem no nascimento ou dias após o parto e não apresentam complicações ou perda de visão.

De acordo com Priscila, apesar a heterocromia ser benéfica na maioria das vezes, pode vir associada a alguma doença, como a Síndrome de Waardenburg, em que ocorre a perda de audição e mudanças na coloração do cabelos, olhos e pele. Por isso, o ideal é procurar um médico assim que notar qualquer aspecto incomum. “Algumas condições ou síndromes associadas a heterocromia são detectadas apenas durante uma avaliação oftalmológica”, disse.

Outros fatores podem influenciar para que os olhos tenham cores diferentes. Durante a vida adulta, a heterocromia pode surgir para indicar possíveis problemas, como lesões, batidas, doenças que causam a perda de melanina e de pigmentação da íris. “Existem outras causas como inflamações, glaucoma, o uso de algumas medicações, trauma e até mesmo corpo estranho intraocular, que podem levar às mudanças na cor de um olho”.

Fonte: Terra

Olhos Secos



A Síndrome dos Olhos Secos é uma doença multifatorial crônica, caracterizada pela diminuição da produção da lágrima ou deficiência em alguns de seus componentes, ou seja, pouca quantidade ou má qualidade da lágrima. A incidência ocorre geralmente nos dois olhos ao mesmo tempo e pode manifestar-se em qualquer época do ano, sendo mais ocorrente no outono e inverno devido à baixa umidade do ar.

Os sintomas são ardência, coceira, queimação, olhos vermelhos e irritados, sensação de areia nos olhos, visão borrada que melhora com o piscar, fotofobia, lacrimejamento excessivo, desconforto depois de ver televisão, ler ou usar o computador.

Essa doença atinge, em sua maioria, pessoas acima de quarenta anos acometendo mais mulheres que homens de qualquer raça. Segundo a Associação Americana de Optometria, cerca de quase sessenta milhões de pessoas nos Estados Unidos são afetadas atualmente.

No Brasil o número de indivíduos afetados já e alarmante embora não existam estatísticas oficiais para a doença.

Pesquisas recentes indicaram que a Síndrome dos Olhos Secos está relacionada com a queda de ômega-3 e a alta de ômega-6 no organismo. Um estudo realizado pela Escola de Medicina de Harvard no Centro de Enfermagem de Estudos da Saúde envolvendo 32 mil mulheres avaliou o efeito de reposições de ômega-3 e a chance das voluntárias contraírem a doença.

Aquelas que ingeriram 90 ml de ômega-3 quatro vezes por semana apresentaram 18% menos chances de ter a Síndrome. Já o grupo que ingeriu entre cinco e seis porções semanais reduziu o risco em 66 %.

A doença está relacionada à exposição a determinadas condições do meio ambiente (poluição, computador), trauma (queimaduras químicas), alguns medicamentos, idade avançada, uso de lentes de contato, menopausa nas mulheres e doenças do sistema imunológico (síndrome de Sjögren, Stevens-Johnson e outras).

Quando não diagnosticada e corretamente tratada, pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, acarretar a perda da visão.

A doença ocorre quando uma camada sobre a superfície do olho chamada filme lacrimal perde parte de sua proteção causando inflamação nas glândulas lacrimais. Uma camada oleosa neste filme funciona como um envoltório de plástico biológico que é a proteção da camada úmida que vem abaixo.

Mas quando uma pessoa ingere pouco ômega-3 e muito ômega-6, a camada oleosa não pode fazer o seu trabalho, o que resulta na inflamação e nos sintomas de olho seco. O consumo excessivo de ômega-6 também pode produzir inflamação em outras áreas do corpo que aumentam o risco de acidente vascular cerebral (avc), doença cardíaca e demência.

Ácidos graxos ômega-3 e ômega-6

Os ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 são considerados essenciais pelo fato de não serem produzidos pelo organismo humano. Logo se faz necessário seu consumo que deve ser bem dosado para manter o equilíbrio e manter a saúde. O ideal é consumir mais ômega-6 do que ômega-3 em uma proporção de quatro por um, pois como competem por mesmas enzimas no metabolismo, deve se atentar para as proporções.

Para os vegetarianos, boas fontes de ômega-3 são as nozes, chia, linhaça, algas. Já o ômega-6 pode ser encontrado em vários alimentos de origem vegetal como linhaça dourada, óleo de milho, óleo de soja, óleo de girassol, açafrão e nozes.

Aos adeptos da dieta onívora, os alimentos de origem animal como os peixes de origem marinha, como a sardinha e o salmão, geralmente apresentam quantidades maiores deste nutriente do que os peixes oriundos de águas continentais. O ômega-6 pode ser encontrado em alimentos como leite, ovos, carne animal e lula.

Retinopatia da prematuridade

As crianças prematuras devem receber atenção especial do oftalmopediatra no diagnóstico precoce de estrabismo, descolamento de retina, altas miopias, hipermetropias e astigmatismo , condições muito comuns em prematuros.
Mas a retinopatia da prematuridade é uma das doenças mais comuns que acomete os prematuros, que nascem com peso inferior a 1.500 gramas ou antes de 32 semanas de gestação. Nessas crianças, os vasos sanguíneos da retina são muito imaturos e começam a se desenvolver de maneira anormal, causando hemorragias que levam à cegueira. O primeiro exame para diagnosticar a doença deve ser feito até quatro semanas após o nascimento.
A única maneira de determinar se a criança prematura está desenvolvendo a retinopatia da prematuridade é através do exame da retina através de um exame chamado de oftalmoscopia indireta.
Este exame não apresenta riscos para o prematuro. Não há tratamento clínico da doença. E os que não precisam de tratamento deverão ser acompanhados periodicamente pelo medico até que a retina apresente amadurecimento normal dos vasos sanguíneos.
Entretanto, quando a retinopatia da prematuridade não regride espontaneamente, os vasos continuam crescendo e a retina termina por se descolar. Nestes casos, são necessários tratamentos que empregam o laser, e em casos extremos, até mesmo cirurgias, que podem não resolver plenamente a situação. A criança pode não ficar completamente cega, mas com uma baixa visual muito grave, necessitando de auxílios ópticos para enxergar.
O estudo dinamarquês analisou dados de 178 crianças pré-escolares que nasceram extremamente prematuras (com menos de 28 semanas de gravidez), entre 2004 e 2006, e de um grupo controle de 56 crianças que nasceram no tempo gestacional apropriado (cerca de 40 semanas).

Os pesquisadores descobriram que os déficits de desenvolvimento global e de deficiência intelectual, que são sinais de dano cerebral, juntamente com uma anormalidade em uma área da retina responsável pela visão nítida , a retinopatia da prematuridade, foram mais comuns entre crianças extremamente prematuras do que no grupo controle.
De acordo com os autores desse estudo a deficiência visual em crianças que nasceram extremamente prematuras está associada às lesões cerebrais na retinopatia da prematuridade

Fonte: Arch Ophthalmol

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Hábitos de vida para quem tem glaucoma (PIO)

 Devemos estar atentos às particularidades que têm uma certa relação com o aumento da PIO ou com os danos no nervo óptico, mas não devemos esquecer que é preciso ter a consciência de que existem características subjetivas, onde cada caso é um caso, e sendo assim, o médico deve ser sempre consultado para que estas dúvidas sejam totalmente eliminadas.
Uma máxima importante, é a de que manter uma vida saudável, seja através de uma dieta controlada ou através do banimento ou controle de certos elementos prejudiciais, é uma regra que sempre deveria e deverá ser adotada por todos os indivíduos, sendo eles portadores de uma saúde de ferro, de uma saúde escassa, de problemas cardiovasculares, de glaucoma, ou com predisposição para tais.
Não precisamos de nenhuma comprovação científica ou embasamento empírico para podermos concluir que o glaucomatoso que pratica um estilo de vida saudável vai conseguir um maior controle da doença e melhores resultados no seu tratamento. Devemos somar a isso a idéia de que o portador de glaucoma, definitivamente, possui olhos mais susceptíveis a danos que podem ser provocados por agentes externos.
O estilo de vida de um glaucomatoso deve ser cercado por certos cuidados, que já foram indicados pela literatura médica, dentre os quais posso citar:
  • Praticar exercícios aeróbicos;
  • Evitar o consumo exagerado de líquidos;
  • Evitar posições em que fique de cabeça para baixo, como nos exercícios de yoga;
  • Não usar gravatas e colarinhos apertados;
  • Não tocar instrumentos de sopro com alta resistência, como trompete;
  • Evitar stress psicológico;
  • Evitar o consumo excessivo de cafeína;
  • Evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e de fumo;
Estes hábitos têm relação com o glaucoma comprovada por pesquisas científicas, sendo que alguns deles ainda não têm uma comprovação efetiva, inclusive existindo algumas controvérsias. No caso do fumo, por exemplo, algumas pesquisas mostram que ele está diretamente relacionado ao surgimento e progressão do glaucoma, enquanto que outras pesquisas não vêem relação nenhuma. Neste caso, em via de dúvidas, melhor crer nas primeiras pesquisas, afinal, ao se manter longe do fumo, se não for evitado um glaucoma ou uma progressão deste, irá ao menos evitar uma morte sofrida através de um câncer ou enfarte.
Em se falando de enfarte, um fator importante, que justifica a relação do glaucoma com fatores de risco também relacionados com doenças cardiovasculares, é o de que a pressão arterial está ligada diretamente com a progressão do glaucoma. Através daí pode-se entender melhor alguns cuidados que envolvem a prática de exercícios aeróbicos, evitar posições de cabeça para baixo, evitar o fumo, a cafeína etc. Para entender melhor esta relação, sugiro que, antes de continuar esta leitura, leia o post O glaucoma e a sua relação com a pressão arterial.
Algumas pesquisas, inclusive uma realizada na Universidade de Washington há muitos anos, demonstraram que pessoas que possuem glaucoma com PIO normal, onde há danos no nervo óptico mesmo sem aumento da PIO (que corresponde ao principal fator de risco do glaucoma), têm uma probabilidade maior de sofrer um dano progressivo se forem sedentários e não praticam exercícios. O exercício se torna importante para a saúde do olho porquê, além de propiciar o aumento do fluxo do humor aquoso, evita o ganho de peso e ajuda a controlar a pressão arterial (que é o segundo principal fator de risco).
Segundo Dr Michael Pro, qualquer exercício que faça o coração bombear é bom, e normalmente aconselha 20 minutos de exercício cardiovascular, três a quatro dias por semana.
Estes exercícios envolvem caminhadas, bicicleta e natação, sendo que o levantamento de peso já esteve relacionado também ao aumento da PIO e surgimento do glaucoma, segundo alguns estudos que justificam tal relação com o esforço e prisão da respiração exagerados. Então tal exercício deve ser praticado com moderação. Além disso, exercícios que coloquem as pernas mais altas que a cabeça por qualquer extensão de tempo devem ser evitadas e fazer exercícios de costas com pesos pesados nas pernas pode elevar a PIO enquanto dura o exercício.
O mergulho em altas profundidades também não é muito recomendado, devendo o paciente consultar o médico antes de praticar tal atividade. Natação e mergulho em águas relativamente rasas causam apenas pequenas mudanças na pressão intra ocular.
Uma particularidade dos exercícios está relacionada ao glaucoma pigmentar, que é caracterizado por ter pigmentos desprendidos da íris, causando a obstrução da trabécula que drena o olho, aumentando a PIO. Quem tem este tipo de glaucoma deve evitar exercícios e esportes de impacto, como o basquete por exemplo, pois estes impactos podem aumentar o desprendimento destes pigmentos.
Outros hábitos favoráveis para o glaucoma estão relacionados com o fluxo sanguíneo arterial e dos olhos, como é o caso dos hábitos alimentares que demandam uma moderação da cafeína e do sal e a inclusão de algumas vitaminas e nutrientes, além dos ácidos graxos e ômega 3 encontrado nos peixes, linhaça, canela e soja.
Quanto mais saudável for o sistema cardiovascular de pessoas que convivem com certos tipos de glaucoma melhor. É aí que entra também as uvas e o vinho tinto, que ao serem consumidos frequentemente, favorece a diminuição do processo oxidativo a que são submetidos os vasos sanguíneos e o nervo óptico, devido à ação dos flavonóides poliram fenólicos. Outros antioxidantes ótimos são os espinafres, os repolhos e os brócolis. É fácil também concluir que enxaquecas e apinéia do sono devem ser tratadas para que não favoreçam a progressão do glaucoma.
Neste sentido, o consumo prejudicial do fumo pode colaborar com os danos do glaucoma, sendo justificado da seguinte forma pelo Dr. Rick Wilson, do Wills Glaucoma:
“O cigarro não eleva a PIO, mas a nicotina é um vaso constritor. Os britânicos demonstraram que o fumo reduz o fluxo sanguíneo para a parte posterior do olho. Como a circulação do sangue parece ser o segundo maior fator de risco para o glaucoma, qualquer coisa que impeça a circulação é prejudicial ao glaucoma. Estou certo de que a extensão do efeito danoso varia enormemente, mas aconselho meu paciente a reduzir ao máximo o cigarro ou deixá-lo se possível.”
O stress também é um fator que pode causar o aumento da pressão arterial, como também da pressão intra-ocular, e, como tal, apesar de ser um fator demasiadamente subjetivo, deve ser evitado. Quem tem glaucoma tem que buscar o relaxamento, sendo fundamental também uma quantidade adequada de sono. Então nada de perder noites constantemente.
Falando em relaxamento, uma opção prazerosa que permite tal reação é o banho de sauna. O Institute Glaucoma Association diz o seguinte sobre a sua prática:
“Saunas também podem ser apreciadas sem preocupação”. A PIO reage da mesma forma em pacientes com glaucoma que nos indivíduos saudáveis: ela diminui na sauna e, em seguida, retorna aos níveis originais dentro de aproximadamente uma hora. No entanto, não há nenhuma prova de que as saunas são benéficas no tratamento do glaucoma.
Quanto às lentes de contato, geralmente, portadores de glaucoma podem utilizá-las normalmente, contanto que devidamente acompanhados pelo seu oftalmo. Eu, particularmente não me dei muito bem com elas, quando resolvi lançar mão de seu uso há muito tempo atrás. O que deve haver obviamente é um maior cuidado com o seu manuseio para evitar o aumento da PIO. As pessoas que já foram submetidas a cirurgias estão mais susceptíveis a esse aumento por ter uma conjuntiva e uma córnea mais “cansadas”, e, portanto, menos sensíveis. Então um pequeno acidente no manuseio da lente pode provocar um pequeno corte que, se não for percebido, pode evoluir e piorar o glaucoma. Além disso, a utilização dos colírios causa efeitos colaterais, como o olho-seco, que podem não permitir a adaptação com as lentes.
Pra terminar, é importante salientar sobre o consumo exagerado de líquidos. Beber água em grande quantidade, de uma vez só,pode aumentar a PIO de quem tem glaucoma. Isso é fato. Pesquisas já comprovaram isto e para ter certeza é só lembrar que existe um exame que consiste em beber alguns copos de água para certificar o aumento da PIO antes e depois de tal prática. Os exercícios aeróbicos favorecem a diminuição da PIO porquê, além de aumentar o fluxo sanguíneo e a produção de gás carbônico que dilata os vasos, provoca também uma transpiração que propicia a desidratação propícia ao glaucoma. Isso não quer dizer que você deve beber muito menos água. Não! A água continua sendo fundamental para o seu organismo. O que tens que fazer é evitar beber quantidades exageradas e então beber em pequenas quantidades. Ou seja, depois que praticar os exercícios físicos conforme as orientações supracitadas, não vá literalmente com muita sede ao copo. Beba um copo pequeno de água e aguarde alguns minutos para repetir a dose e matar definitivamente a sua sede. É por este motivo que, tomar cerveja não é muito recomendável por alguns médicos que sugerem bebidas destiladas, como o uísque, para evitar a grande ingestão de líquido. Não pratiquei muito esta sugestão por ter tido grande simpatia com a cerveja, mas tenho praticado mais, trocando-a pelo vinho que nos é muito mais saudável.
Fonte: www.vejam.com.br

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

O primeiro GPS para cegos

O GPS é uma aplicação Android criada pela Universitat Autònoma de Barcelona e adaptada a todo tipo de pessoas, especialmente orientada aos cegos, guia ao usuário para mover-se pela cidade no transporte público.

Uma equipe de pesquisadores da Escola de Engenharia da Universitat Autònoma de Barcelona desenvolveu uma aplicação de navegação baseada em GPS para celulares com sistema Android, que facilita os deslocamentos pela cidade. A aplicação é útil para todo tipo de pessoas, incluindo cegas, surdos, e pessoas com limitações de mobilidade ou cognitivas. Esta, guia passo a passo ao usuário para poder chegar a seu destino a pé ou em ônibus. Atualmente funciona em Barcelona, ​​Madri e Roma, e proximamente em Helsinki, Valencia e Zaragoza.

Uma nova aplicação descarregável para telefones com sistema Android, telefonema OnTheBus, facilita a orientação e os deslocamentos dentro das grandes cidades. A aplicação está baseada nos princípios do desenho universal e é, por tanto, de utilidade para qualquer usuário que se queira deslocar com facilidade, e especialmente para as pessoas com algum tipo de incapacidade visual, auditiva ou cognitiva.

A aplicação, já disponível em Google Play, oferece um conjunto de rotas ótimas para chegar ao destino. Uma vez escolhida uma das rotas, guia ao usuário desde o lugar onde se encontra até a paragem de ônibus mais próxima, e lhe informa do tempo que fica até que chegue seu ônibus. Dentro do veículo, a aplicação informa das paragens e avisa do momento em que se tem de pulsar o timbre para baixar do ônibus, e guia ao usuário até o lugar de destino. O sistema utiliza as tecnologias mais recentes para dispositivos móveis, o GPS, a bússola, o acelerómetro, o reconhecimento e geração de voz e a conexão 3G ou WiFi.

Os pesquisadores já trabalham para melhorar a aplicação com a inclusão de outros meios de transporte público e de serviços básicos como solicitação de táxis, localização de farmácias e centros de assistência, a utilização de realidade aumentada para localizar semáforos e paragens de transporte público, e a integração com redes sociais.

A aplicação foi desenvolvida pelo Grupo de Aplicações Biomédicas e Tecnologias para a Autonomia Pessoal da UAB que co-dirige o Dr. Jordi Roig de Zárate do Departamento de Microeletrônica e Sistemas Eletrônicos.

Fonte: Universitat Autònoma de Barcelona

Cegos têm uma audição mais aguçada. Mito ou realidade?

A afirmação de que cegos têm a audição mais aguçada que pessoas que têm a visão normal é muito comum. Até Hollywood já tomou proveito da crença, transformando em filme a HQ “Demolidor”, em que o protagonista é um super-herói cego com os outros sentidos mais acentuados. Mesmo assim, um estudo recente mostra que isso é mais realidade que fantasia.

Cientistas da Universidade de McGill, no Canadá, testaram pessoas cegas e com a visão normal para analisar a sua habilidade para localizar sons. Seguindo a lógica da crença, os cegos tiveram maiores pontuações nos testes, mas os cientistas perceberam que a idade em que a pessoa ficou cega afetou sua performance na experiência.

Aquelas que nasceram cegas tiveram a melhor performance, e aqueles que ficaram cegos quando eram crianças ficaram só um pouco para trás. As pessoas que perderam a visão depois dos dez anos tiveram uma colocação semelhante à das pessoas com a visão normal.

Os pesquisadores acreditam que isso acontece porque o cérebro de uma criança pode se reestruturar para que as áreas do cérebro usadas para o processamento visual sejam usadas para outros propósitos.

Uma evidência disso são imagens dos cérebros das pessoas cegas que tiveram a melhor habilidade para localizar os sons. De acordo com os cientistas, o cérebro dessas pessoas trabalha com as áreas visuais e auditivas do córtex. Os cegos que tiveram menores pontuações tinham pouca ou nenhuma atividade no lóbulo visual, assim como as pessoas com a visão normal.

Fonte: NY Times